Lucho Silveira
Informação, Opinião e passíon por futbal
8 ½
Essa é a denominação que dou para quem faz uma função bem especifica, fundamental dentro de uma equipe e que está cada vez mais difícil de encontrar.
Mas o que seria o “8 ½”? É SIMPLES: CARLOS “PATO” SÁNCHEZ!!!
Quando Marcelo Gallardo arrancou sua história vitoriosa como técnico do River Plate, ele armou uma equipe super encaixada, organizada e pensada nos mínimos detalhes.
Dentre as peças que de uma maneira ou outra ajudaram nesse encaixe, sem dúvida nenhuma, um dos mais destacados é o uruguaio Carlos Sánchez.
Estamos falando de 2014, 2015, quando Sánchez fazia um trabalho precioso de “box to box” se preferirem, de vai (para atacar) e volta (para atacar) pelo lado direito do River.
Vamos lembrar aquela meia cancha? Ponzio como o “5” marcador, pela esquerda Ariel Rojas, pela direita Carlos Sánchez e encostando nos atacantes como o enganche, Pisculichi.
Era um time que funcionava como um relógio no meio campo porque tinha o homem que tapava os zagueiros (Ponzio), tinha uma combinação muito interessante pela esquerda com Rojas e Vangioni e um 10 que funcionava como organizador, passador de rompe linhas e também algo de bola parada.
Desse modo cabia a Sánchez estar pela direita e com seu fôlego privilegiado cobrir todos os espaços do meio campo! Sim, ele fazia um pouco de cada função sempre que necessário.
Um jogador multifuncional como poucos e que parecia estar encaminhando um encerramento de carreira quando optou por deixar a Argentina e partir rumo ao futebol mexicano.
Lá ele ganharia muito bem, teria menos pressão que na Argentina e pós os 30 anos poderia ser seu destino final (vale lembrar que essa foi a segunda passagem pelo México, primeiro Puebla, antes do River e depois o Monterrey).
Nada disso!!! O Santos viu o que poucos conseguiriam ver… A oportunidade de contar com o jogador no Brasil era única e estava ali, a disposição.
Um atleta sério, comprometido e que aos 34 anos se transformou mais uma vez em peça fundamental de uma equipe.
No México, “El Pato”, apelido dado ainda na infância por conta do seu irmão, dividia as responsabilidades e o protagonismo com feras como Funes Mori, Cardona, Pabón, entre outros…
No Santos, mais uma vez, o protagonismo está nele. Aos 34 anos, o jogador uruguaio esbanja saúde e da aula de consciência tática tornando-se o braço direito de Sampaoli no meio dos meninos e ajudando e muito na campanha até aqui de líder do Brasileirão.
Pode ser marcando, cobrindo as beiradas, chutando de fora da área, sendo o cara da bola parada ou até mesmo mostrando-se como um goleador… A verdade é que hoje é Sánchez e mais 10.
Nada de PATO, o que o Santos tem é um LEÃO na sua equipe!